Sobre se cuidar e cuidar de alguém (ou sobre o Dia das Mães atrasado)
- Sobreviver aos 40
- 20 de mai.
- 2 min de leitura
Por Manu Marques

Você tá se cuidando?
Se não tá, deveria! Principalmente depois de ler o texto anterior da Daniela (também conhecida como Danielle), que tá se achando a bailarina do capiroto já.
“Diabetes”, não preciso explicar a piada, né?
Pois bem, seguimos então...
Se cuidar é importante e você já sabe disso. Mas eu quero falar aqui sobre um olhar diferente desse cuidado, que é o cuidar de mais alguém.
Incialmente esse texto seria sobre o Dia das Mães inclusive, mas passei as últimas semanas com prioridades que envolviam justamente cuidar de mim e do meu alguém, impossibilitando-me de cuidar aqui de vocês, leitoras fiéis 🫶
Depois que virei mãe, aprendi, ou melhor, estou aprendendo que nem tudo mais é só sobre mim. Nem o autocuidado.
O preço que se paga por escolher dar vida a outro ser humano é alto. Só não é mais alto do que o valor recebido por essa dedicação.
Fato é que, para mim, o “me cuidar” só passou a existir mesmo quando entendi que minha responsabilidade agora se estende a mais alguém.
Com um pouco de vergonha confesso: odeio academia, amo pastel, cerveja e caminhar seria bom mesmo se fosse do sofá. Mas, se depois dos 40 a coisa toda começa ficar inegociável, é ao ver um filho doente ou escolhendo o bolo e não a fruta toda santa vez, que realmente o bicho pega.
Foi só aí que comecei a entender, aceitar, mudar (e olha que ainda nem mudei tanto assim). Por mim somente talvez não conseguisse fazer tudo que deveria, mas quando penso que preciso estar aqui por ele pelo menos até fazer 18 a força vai aparecendo.
E não é só para estar viva mais uns anos que tenho feito as coisas que sempre adiei, mas é também porque criança aprende pelo exemplo.
Eu não tive exemplo. Meu pai se foi cedo, por falta de autocuidado. Minha mãe tá aqui firme ainda, mas só pra contrariar as estatísticas porque ela gosta de ser do contra. E eu cresci sem dar a devida importância a mim mesma, à minha saúde física e mental.
Vivi até então no modo Zeca Pagodinho, deixando pra começar a ser fitness sempre na próxima segunda-feira.
Niki a segunda-feira chegou numa madrugada de sexta, há 8 anos, com 3kg e pouquinho, carinha de joelho e algo mais que eu só entenderia tempos depois...
Ter um filho me deu sentido para o que não tinha. Me tirou do centro do mundo e colocou nas beiradas, pra proteger. Pra cuidar!
Porque no fim das contas, a vida agora não é mais SOBRE mim.
É SOBRE o que vou levar daqui e, principalmente, SOBRE o que vou deixar.😉



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